Resumos


COMUNICAÇÕES

Barbara Alfarkh, arQeas
“STC (SACOS DE TERRA COMPACTADA). Terra, organicismo, otimização, adaptação”

A técnica S.T.C. é uma tecnologia inspirada em sistemas construtivos tradicionais de terra pisada, cúpulas de alvenaria e cerâmica de compressão. 
Consideramos o S.T.C. um primo-irmão da TAIPA com a grande vantagem de que a cofragem neste caso é FLEXIVEL e a logística de execução é muito mais simples e económica. 
Os limites perdem-se e a liberdade formal dispara.
O resultado são largos muros estruturais, de argamassa respirável formada por terra, ligantes naturais (cal) e uma excelente massa térmica.
Para compreender as razões que nos levam a escolher este material apresentado na materialização deste projecto é adequado enumerar as qualidades da terra como material de construção:
- A terra é material de fonte de energia ilimitada;
- Processos de produção simples, com baixo consumo de energia na produção;
- Oferece a capacidade de ser extraído no mesmo local;
- O consumo de água na produção de trabalho é especialmente baixo;
- Os restos de materiais descartados podem ser reintegrados no local sem resíduos gerais possíveis;
- A possível demolição futura não requer energia excessiva;
- O uso de ligante para estabilizar o material, neste caso cal, é suficientemente baixa para não pôr em perigo o ambiente natural, e também a definição da cal é um processo reversível;
- As suas baixas emissões de CO2.

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Eduardo Fernandes, LAB2PT, Escola de Arquitectura, Universidade do Minho
“A casa de Ofír de Fernando Távora: Sustentabilidade e tradição vernacular”

Embora a generalização da aplicação do termo ‘sustentabilidade’ na área disciplinar da arquitectura seja relativamente recente, a aplicação dos conceitos associados a este princípio à construção é muito antiga.
Em “De Architetura Libri Decem” (século I a. C.), o primeiro tratado sobre arquitectura que conhecemos, o arquitecto romano Vitruvius já explicava a importância da relação com o local, a adaptação ao clima e a escolha adequada de materiais no planeamento de cidades e na construção de casas. Da mesma forma, os estudos disciplinares mais importantes do Renascimento (Alberti, Palladio, etc ...) partilham estas preocupações.
Também na construção vernacular, construída sem qualquer conhecimento teórico canónico, podemos encontrar a aplicação prática de muitos princípios que agora são considerados essenciais para o conceito de sustentabilidade na arquitectura: o uso de materiais locais, uma exposição solar adequada, uma correta relação com o sítio, o uso de técnicas de construção que evitem desperdícios desnecessários de energia e materiais, etc.
Assim, pensar em Sustentabilidade não implica apenas inovação tecnológica, porque ainda podemos aprender muito com o que já foi feito no passado.
Quando, em meados dos anos cinquenta, os arquitectos portugueses sentiram a necessidade de estudar a cultura vernacular e realizaram o Inquérito à Arquitectura Popular Portuguesa, tornou-se claro o que já era intuído por alguns dos seus autores: que as construções vernáculas estudadas eram exemplos de funcionalidade e sustentabilidade.
Estas conclusões foram muito influentes na arquitectura portuguesa a partir do final dos anos 50, nomeadamente no trabalho de Fernando Távora, crítico das ideias tradicionalistas de Raul Lino mas também da crescente influência do estilo internacional na arquitectura portuguesa, após o primeiro Congresso de Arquitectos Portugueses (1948).
Nesta comunicação pretende-se apresentar o trabalho de Távora no projecto da casa de férias de Ofír (1957/58), desenhado durante o processo de trabalho no referido Inquérito (1955/61), como exemplo de aplicação de um conjunto de lições de sustentabilidade aprendidas com o estudo da cultura vernacular do norte do país.
É importante relembrar estas lições, porque a maioria delas é ainda válida, nos dias de hoje.

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Elisabetta Carnevale, Arquitecta e investigadora especializada em construção com terra – pós-graduação DSA Earthen Architecture CRAterre ENSA Grenoble, França
“Construção com terra na arquitectura contemporânea na França”

A taipa, o adobe, a bahareque e o cob são diferentes técnicas tradicionais de construção com terra utilizadas em França até aos anos quarenta. Após a Segunda Guerra Mundial, a necessidade de uma reconstrução rápida e a própria industrializaçã na construção fizeram com que a terra deixasse de ser utilizada até aos anos Setenta.  Hoje, arquitectos e construtores voltam a descobrir este material, utilizado-o já em mais de 250 projectos de arquitectura contemporânea: casas, museus, escolas, oficinas, lojas…
Porquê e de que maneira se volta a usar a terra para construir? Como evoluem as técnicas tradicionais?
Descobriremos uma selecção de projectos realizados nos últimos 30 anos em França para melhor compreender o potencial da terra como material de construção sustentável do futuro.

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ESPIGA, Asociación Galega para a Bioconstrucción
"Presentación de Espiga, Asociación gallega para la Bioconstrucción"

ESPIGA, Asociación Galega para a Bioconstrucción, é unha asociación sen ánimo de lucro que nace no ano 2013 para satisfacer a necesidade social de reunión de profesionais e particulares interesados no uso de materiais sostibles, vivendas libres de tóxicos, eficiencia enerxética e respecto social na construción.
OS FINS de Espiga son a investigación, desenvolvemento, divulgación e formación necesarias para unha construción sa, sostible, eficiente e ética que irán conformando a materialización dunha nova forma de concibir a construción máis orientada á vida, á saúde dos futuros usuarios e por ende á saúde do ámbito global ou medio no que se desenvolva.
OS PRINCIPIOS: Construción sa, sostible, eficiente e sa
OS MEDIOS de ESPIGA
Apoio técnico: Facilitar o achegamento entre profesionais e usuarios vinculados á bioconstrución.
Divulgación: Mediante participación/organización en feiras sectoriais, conferencias, foros e xornadas específicas que podan chegar á maior parte dos ámbitos sociais tanto públicos como privados.
Formación: Realización de cursos experimentais e obradoiros específicos para dar a coñecer a metodoloxía e tecnoloxía inherentes ó proceso da bioconstrución.
Investigación e Desenvolvemento: Relacionados tanto coas innovacións técnicas do sector da construción, como có estudo e desenvolvemento específico de materiais biocompatibles (sustentables) a utilizar neste ámbito.
Presentación das actividades, pasadas, presentes e proxectos futuros dentro da Asociación, prestando maior interese nas xornadas anuais que se desenvolven cada ano cunha temática, as próximas será en setembro deste ano e levan como título; Soberanía e Autoxestión.

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Fernando Cerqueira Barros, Arquitecto, FCT / CEAU-FAUP
“Arquitectura Tradicional na região transfronteiriça Gerês/Xurés. (in)Sustentabilidade de um território em mudança”

A comunicação proposta decorre da investigação em curso, cuja área de estudo é a região transfronteiriça de montanha, entre o Minho e a Galiza, área do Parque Nacional Peneda-Gerês e Parque Natural da Baixa-Límia/Serra do Xurès, declarada Reserva Transfronteiriça da Biosfera (Unesco, 2009).
Deambulando entre as escalas do território-paisagem e do edificado, o trabalho pretende compreender a relação do homem com o território nesta região, e a sua consequência na estruturação do mesmo ao longo dos séculos, adaptando-se ao meio, mas transformando-o, na medida das suas possibilidades e necessidades.
O trabalho confronta-se, ainda, com os desafios da compreensão dos três momentos - passado, presente, futuro - abordando a mudança de paradigmas, consequência das transformações sócio-culturais com que o território se confronta, as quais tem um forte impacto, negativo, no património construído. Pretende-se assim que a comunicação aborde os seguintes pontos:
1 - lições de sustentabilidade, apreendidas num "tempo longo", de relação do homem com o meio geográfico: a) estruturação e conformação das paisagens agro-pastoris tradicionais; b) sazonalidades e movimentos transumantes e sua implicação no território e na arquitectura regional - dicotomias verão/inverno; vale/montanha; aldeia/branda; c) edificado tradicional popular - tipologias e modos de construir;
2 - a insustentabilidade actual de um território que se confronta com diversos problemas patrimoniais, paisagísticos e sociais, num tempo pós-rural, marcado por fenómenos como a emigração, a desertificação e o turismo; o último meio século e a transformação e descaracterização dos núcleos construídos;
3 - desafios futuros para a manutenção do território, preservação e recuperação do edificado e das técnicas construtivas tradicionais.

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Geraldo Pina, Arquitecto
“Uso da arquitectura tradicional guineense para a melhoria da economia”

A arquitectura exige-se cada vez mais bioclimática e sustentável, porque as sociedades humanas, e grande parte das suas actividades, desenvolvem-se em espaços construídos. E a arquitectura vernacular suporta-se nos três pilares da sustentabilidade: socioeconómico, sociocultural e ambiental.
Para os países economicamente fracos, como a Guiné-Bissau, onde 80% das pessoas vive abaixo do limiar da pobreza, a arquitectura vernacular é assaz importante, visto ser acessível a toda a gente.
A Guiné-Bissau orgulhava-se de ser uma sociedade aparentemente sem sem-abrigos, na medida em que, mesmo que em péssimas condições, basicamente toda a gente conseguia um pedaço de espaço para habitar. Isto acontecia por duas razões: os valores de solidariedade imbuídos na cultura guineense, o uso da arquitetura vernacular e o baixo custo no acesso aos materiais tradicionais da construção.
Todavia, este facto encontra-se hoje, porque as pessoas procuram cada vez mais uma arquitectura dita “moderna”, utilizando materiais industriais que não só criam problemas de ambientes inóspitos, como também dificultam cada vez mais o acesso a habitação por parte da população.
Mostra-se aqui como a arquitetura vernacular guineense e os materiais tradicionais e sua difusão podem ter um grande impacto no conforto habitacional e na economia do país. 

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Javier Bonifaz, Arquitecto, Proyectotierra Arquitectos Cusco, Peru
“Construcção para a Biodiversidade. A construção dentro do seu impacto ambiental, no seu contexto, na sua dimensão social como base do desenvolvimento local”

A construção com materiais naturais insere se dentro das pétalas da Permacultura, como base para diminuir o impacto negativo da actividade construtiva; de desenhar as edificações integrando os recursos locais para gerar benefícios sustentáveis através do tempo, cuidando do meio ambiente físico, social e espiritual.
Para além dos benefícios do comportamento térmico do material terra, este tipo de sistemas construtivos valoriza os saberes ancestrais das regiões em cada parte do mundo. Promove assim, uma Biodiversidade construtiva muito necessária para a continuidade da identidade local e humana.
Proyectotierra aposta por esta renovação em novas construções rurais e urbanas com tecnologias limpas e de fácil acesso. Desenhando com os recursos do terreno (Terra, Sol, Ventos, Água, etc) , utilizando recursos renováveis e cuidando da gestão dos resíduos gerados (sanitas secas, biofiltros, compostagem, etc). Propomos uma arquitectura contemporânea com materiais e tecnologia sustentável.
A apresentação abarca o enfoque da nossa proposta arquitectónica e transmitindo alguns conceitos básicos de desenho em adobe, exemplos de construcções sismo-resistentes realizadas por Proyectotierra no Peru.
Apresentamos técnicas locais construtivas e técnicas de acabados finos. Mostra de diversos projectos construídos em adobe maioritaariamente no Valle Sagrado dos Inkas, Cusco, Peru.

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Joana Gonçalves, Arquitecta, FCT / CTAC, Escola de Engenharia, Universidade do Minho
"Mapear experiências, desafios e oportunidades: Reflexão colectiva acerca dos processos de intervenção no património construído"

A valorização crescente do património tradicional no seio da comunidade académica - pelo reconhecimento da sua importância para a identidade cultural, mas também dos seus contributos para um ambiente construído mais sustentável – tem sido acompanhada por teorias de intervenção e valorização deste património. O seu impacto efectivo na alteração dos processos e práticas de intervenção nem sempre é evidente, verificando-se um hiato entre a investigação e a prática profissional. No entanto, não existem estudos relevantes que permitam compreender junto dos técnicos envolvidos quais as motivações da escassa aceitação e aplicação prática destas metodologias.
A presente investigação recorreu a um inquérito web direccionado para arquitectos, através do qual foi possível identificar os principais obstáculos encontrados na prática de inspecção e diagnóstico do estado de conservação do património habitacional. Os resultados demonstraram que estes procedimentos ainda não são uniformemente adoptados neste património e salientam a necessidade de conceber metodologias simplificadas e menos consumidoras de recursos.
O propósito da acção que aqui se propõe é, assim, estimular a reflexão colectiva acerca dos obstáculos encontrados na prática profissional pelos diferentes intervenientes – técnicos, promotores, habitantes – de modo a compreender disparidades e consolidar os resultados obtidos. Através da recolha qualitativa de informação e a sistematização dos saberes da prática colectiva, este processo constitui o ponto de partida para estabelecer as necessidades e prioridades reais, para as quais urge encontrar soluções alternativas através da investigação, num processo participativo orientado pela comunidade.
Reconhecimento: Os autores – Joana Gonçalves, Ricardo Mateus e José Dinis Silvestre - reconhecem o apoio da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), no âmbito do Programa Doutoral Eco-Construction and Rehabilitation (EcoCoRe), com a bolsa de doutoramento com a referência PD/BD/127853/2016 que foi fundamental para o desenvolvimento deste estudo.

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Luis Prieto
, Artesão, 40 anos de experiência com cal
"Tipos de cal, como se utilizán"

La cal, palabra genérica que designa un conjunto de materias próximas entre si, pero muy diferentes unas de otras. Para un practico podemos decir que existen cales en plural y no cal en sentido general.
Este tema es complejo debido a las diferentes normativas de cada país, o la ausencia de ellas como en el caso de la cal artesanal. Incluso la globalización ha introducido nueva cal que en países como Portugal o España no existen y se importan. Incluso cal desaparecida pero ampliamente utilizada históricamente como la cal dolomítica, desaparecida porque no se puede mezclar con cemento.
Existe mucha confusión y pretendo aclararla.
En esta conferencia presento una clasificación real de la cal, aérea, hidráulica, artificial, como se elaboran, y una clasificación independiente, sin ataduras, elaborada por un artesano.

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Mariana Rio,
Designer/Ilustradora
"Palombar: Sistema de comunicação visual"

Há 5 anos atrás realizava-se o primeiro EATS e começava também, com o cartaz do evento, a minha colaboração com a Palombar.
A enorme capacidade de trabalho da Palombar e a permanente vontade de multiplicar ações para fazer mais pela natureza e património construído no mundo rural foram o mote para o desenvolvimento de um sistema de comunicação visual reconhecível e esclarecedor desta ação.
Esta colaboração, que rapidamente se tornou assídua, está em permanente construção e crescimento. Acreditando na importância da aprendizagem mútua e da experimentação de estratégias e processos, comprometi-me a procurar melhores resultados ano após ano, nesta missão de comunicar a atividade da Palombar.
Comunicar património exige alguns cuidados particulares. Esta comunicação terá como objetivo mostrar a evolução ao nível do design de comunicação para a Palombar, tendo como foco principal os cartazes realizados nos últimos 5 anos. Será apresentado o processo criativo, analisando as particularidades do discurso visual na comunicação do património. 

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Neus Borrel, Fundació el Solá
“La experiència de la Fundació el Solà (La Fatarella, Catalunya) en los cursos de formación de Construcciones en piedra en seco”

Voy a hablar de la conservación de las construcciones de piedra en seco en nuestra región. Para hacerlo lo haré desde 4 ámbitos:
1.            Historia de la Fundació el Solà (1999). La finalidad de la Fundación es contribuir al estudio, conservación, desarrollo y divulgación del patrimonio cultural y natural, con una especial atención a los sistemas constructivos de piedra en seco.
2.            El universo de la piedra en seco. Edición de un libro titulado: La piedra en seco en la Fatarella donde ordenamos y clasificamos la gran cantidad de construcciones que habíamos detectado. Creación de una: La Fatarella el universo de la piedra en seco para dar más énfasis a la gran variedad de construcciones que había por la zona.
A través del libro y la exposición hare un breve repaso de diferentes tipos de construcciones según sus usos, lo agrupamos en 5 grupos.
Construcciones de ordenación del territorio que conforman el paisaje, construcciones de cobijo, construcciones relacionadas con el agua, construcciones preindustriales y otros tipos de construcciones.
3.            Catalogación: propietarios i inventario. De manera visual ya intuíamos que había gran cantidad de elementos de piedra en seco en nuestro territorio. Aquí explicaré nuestro trabajo de inventario y la manera de acercarnos a los propietarios de las fincas con elementos de piedra.
4. La restauración. Evidentemente desde la Fundación la restauración ha sido una actividad esencial. El inventario nos dio la información indispensable para saber por dónde teníamos que empezar.
Aquí me centraré en 6 de las 16 restauraciones/actuaciones que hemos hecho. Durante las restauraciones se han hecho clases de formación para aprender a construir en piedra en seco aprovechando que en nuestro pueblo todavía hay personas que han aprendido la técnica de “margenador” de sus padres o abuelos, tal y como se hacía antaño.

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OFICINAS

Oficina de Técnicas de Cal
, por Luis Prieto

En estos momentos se derriba en Madrid el primer edificio público construido con cemento en España el TPA de artillería, construido en el año 1896, este material aun tardo en asentarse en el resto del territorio nacional.
Previamente todo había sido construido con cal, yeso, madera y barro. La cal producto milenario de experiencia probada fue olvidándose. El inmenso poder suasorio de las multinacionales que acabaron con los materiales tradicionales, sus técnicas, los artesanos y lo que es peor cegaron a las docencias oficiales que consideraron todo ello como obsoleto ante la llegada de la modernidad. Recuperemos el saber.

Conteúdos da oficina :
Componer las dosificaciones de puesta de piedra y ladrillo, juntas, enfoscados, revocos, aparejos, enlucidos, estucos y encalados, más usados, con los diferentes tipos de cal.
Composición de morteros para puesta de albañilería, enfoscados y revocos, enlucidos y pinturas de cal. Las arenas. Curva de ganulometria.
Conocer la regla, GRASO SOBRE MAGRO, autentico génesis de la técnica, que nos mostrara porque se producen los defectos y patologías de la cal. Breve estudio de las patologías producidas por otros materiales. Aditivos. Pliegos de condiciones.
Consolidación con agua de cal.

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CINEMA

A Destruição da Memória
Um filme de Tim Slade
Duração: 1h21. Audio: Inglês. Legendas: Espanhol
Veja o trailer

A guerra contra a cultura e a batalha para a salvar.
Ao longo do último século, a destruição cultural criou resultados catastróficos em todo o mundo. A guerra contra a cultura não terminou – tem aumentado, de forma constante.
Na Síria e no Iraque, o “berço da civilização”, milénios de cultura estão a ser destruídos. O impulso para proteger, salvar e reconstruir chegou a par da destruição.
Legislação e políticas têm tido um papel activo, mas indivíduos heróicos têm lutado, arriscando e perdendo as suas vidas para proteger não só outros seres humanos, mas a nossa identidade cultural – para salvar o registo de quem somos.
Baseado no livro, com o mesmo nome, de Robert Bevan, A Destruição da Memória conta toda a história – olhando não só para as acções actuais do Daesh (Estado Islâmico) e para outras situações contemporâneas, mas revelando as decisões do passado que permitiram que esta questão permanecesse escondida por tantos anos.
Os entrevistados neste filme incluem o Director-Geral da UNESCO, o Procurador do Tribunal Penal Internacional, assim como diversos e distintos especialistas internacionais, cujas vozes se unem para afrontar este assunto urgente.
O filme foi premiado em 4 festivais e continua a sua viagem pelo mundo.