1.ª Edição do Curso 'Uso e Potencialidades da Armadilhagem Fotográfica” teve todas as vagas preenchidas e contou com formandos de diversas áreas

A 1.ª Edição do curso ‘Uso e Potencialidades da Armadilhagem Fotográfica em Estudos de Ecologia e Monitorização de Fauna Silvestre’ teve todas as vagas preenchidas e contou com a participação de formandos de diversas áreas, de Portugal e Espanha.

Fotografia de grupo tirada com uma máquina de fotoarmadilhagem.

Fotografia de grupo tirada com uma máquina de fotoarmadilhagem.

O curso foi organizado pela Palombar - Associação de Conservação da Natureza e do Património Rural, em parceria com o Instituto de Investigación en Recursos Cinegéticos - Universidad de Castilla-La Mancha (IREC, CSIC-UCLM-JCCM) e a Unidad Mixta de Investigación en Biodiversidad - Universidad de Oviedo (UMIB, UO-CSIC-PA), ambos em Espanha. Contou ainda com o apoio da Câmara Municipal de Vimioso, Vales de Vimioso, PINTA – Parque Ibérico de Natureza e Aventura de Vimioso e dos Bombeiros Voluntários de Vimioso.

Fotografia de grupo

Fotografia de grupo

Inicialmente, a Palombar tinha disponibilizado 15 vagas para o curso, mas, devido à elevada procura, estas foram alargadas para 20, tendo sido todas preenchidas. Os formandos, de nacionalidade portuguesa e espanhola, eram de diversas áreas e níveis de ensino, desde alunos de licenciatura, mestrado e doutoramento em biologia e ecologia até técnicos de conservação da natureza e biodiversidade e também professores do ensino superior.

João Santos, biólogo doutorado da equipa da Palombar, organizador e coordenador científico do curso, sublinhou que “este veio colmatar uma lacuna que existia nesta área de formação e que, devido à grande procura e à excelente qualidade dos formadores, o objetivo é organizar mais edições”.

“A armadilhagem fotográfica é uma ferramenta cuja utilização tem vindo a aumentar consideravelmente, sobretudo na última década, para estudar e monitorizar populações de fauna silvestre, principalmente mamíferos e aves. Apesar de muitos dos utilizadores desta técnica saberem manipular o equipamento e colocá-lo no terreno, existem sempre alguns princípios básicos que desconhecem e que os impedem de obter um melhor rendimento e melhores resultados. Depois, a maior limitação, a meu ver, surge quando é necessário tratar a informação recolhida pelas máquinas. A técnica apresenta um potencial enorme, as possibilidades de tratamento de informação são imensas e os tipos de estudo que se podem levar a cabo são muito variados. O objetivo deste curso foi, assim, tentar colmatar essas lacunas, dando aos participantes bases sólidas para compreender o funcionamento das máquinas de armadilhagem fotográfica e capacitá-los para poderem tratar e analisar os dados recolhidos no âmbito dos seus estudos, projetos e/ou programas de monitorização de espécies de fauna silvestre”, destacou ainda.

O módulo básico do curso foi ministrado por Pablo Palencia, do Instituto de Investigación en Recursos Cinegéticos (IREC, CSIC-UCLM-JCCM), Universidad de Castilla-La Mancha, Ciudad Real, Espanha, e os módulos avançados pelo Doutor Pelayo Acevedo, também do Instituto de Investigación en Recursos Cinegéticos (IREC, CSIC-UCLM-JCCM), e pela Doutora Patricia Mateo-Tomás, da Unidad Mixta de Investigación en Biodiversidad (UMIB, UO-CSIC-PA), Universidad de Oviedo, Oviedo, Espanha.

No último dia do curso, foi realizada uma visita ao Centro de Interpretação dos Pombais Tradicionais (CIPT), localizado na sede da Palombar, na aldeia de Uva (Vimioso), e ainda ao Campo de Alimentação de Aves Necrófagas (CAAN) de Ifanes (Miranda do Douro) gerido pela associação no âmbito do projeto LIFE Rupis.

Visita ao Centro de Interpretação dos Pombais Tradicionais (CIPT)

Visita ao Centro de Interpretação dos Pombais Tradicionais (CIPT)

Visita a um pombal tradicional em Uva (Vimioso)

Visita a um pombal tradicional em Uva (Vimioso)

O curso decorreu  entre os dias 11 e 14 de fevereiro de 2019, no PINTA - Parque Ibérico de Natureza e Aventura de Vimioso, no distrito de Bragança. Teve como principal objetivo dotar os participantes de conhecimentos técnicos e científicos sobre o uso da armadilhagem fotográfica como ferramenta de estudo e monitorização de populações de fauna silvestre, em particular mamíferos e aves.

A Palombar faz um agradecimento especial a todos os formadores e formandos, bem como às entidades que deram todo o apoio à realização do curso, nomeadamente a Câmara Municipal de Vimioso, Vales de Vimioso, PINTA – Parque Ibérico de Natureza e Aventura de Vimioso e Bombeiros Voluntários de Vimioso.