Grifo encaminhado para recuperação pela Palombar é devolvido à Natureza em Torre de Moncorvo

Um grifo (Gyps fulvus) encontrado ferido no campo no concelho de Mogadouro pela Palombar – Associação de Conservação da Natureza e do Património Rural, no dia 21 de março, e encaminhado para recuperação no Centro de Interpretação Ambiental e de Recuperação Animal (CIARA), em Felgar (Torre de Moncorvo), foi devolvido à Natureza esta segunda-feira, 13 de maio, no âmbito de atividades de comemoração do segundo aniversário do CIARA.

O animal, que esteve quase dois meses em processo de recuperação, voltou a abraçar a liberdade, tendo sido libertado pelos técnicos do CIARA numa zona próxima à Capela de São Lourenço, em Felgar, numa iniciativa que contou com a participação de dezenas de crianças que assistiram à libertação do animal.

Em Portugal, esta espécie está classificada como “Quase Ameaçada”. A utilização de iscos envenenados, a redução da disponibilidade de alimentos, a diminuição do aproveitamento pecuário extensivo, a perturbação humana, a eletrocussão, a degradação dos habitats, a perseguição humana e a instalação de parques eólicos são as principais ameaças para esta espécie.

O grifo é uma das espécies alvo de conservação do projeto ConnectNatura da Palombar. O “ConnectNatura – Reforço da Rede de Campos de Alimentação para Aves Necrófagas e Criação de Condições de Conectividade entre Áreas da Rede Natura 2000” tem como objetivo a conservação de espécies estritamente e parcialmente necrófagas que constam do Anexo I da Diretiva Aves e que possuem um estatuto de conservação desfavorável em Portugal, em particular o abutre-preto (Aegypius monachus), o britango (Neophron percnopterus), o grifo (Gyps fulvus) e a águia-real (Aquila chrysaetos). Saiba mais em www.connectnatura.pt.

Grupo Nordeste participa nas comemorações do 2.º aniversário do CIARA com jogo didático sobre a cadeia trófica

O Nordeste – Grupo para a Promoção do Desenvolvimento Sustentável, que integra a Palombar, também marcou presença nas atividades de comemoração do 2.º aniversário do CIARA, com a apresentação de um jogo didático sobre a cadeia trófica.

Durante este jogo, os participantes foram convidados a representar um ser vivo inserido numa das seguintes categorias: produtores, decompositores, consumidores primários, secundário ou finais.

A seguir, foram criadas ligações com fios entre os diferentes seres vivos, criando uma teia para que se percebesse de que forma estamos todos interligados e conectados, direta ou indiretamente.

Posteriormente, os participantes introduziram elementos que afetavam o equilíbrio dos ecossistemas e que iam quebrando as ligações existentes. O objetivo era fazer com que estes percebessem que, ao interferir no equilíbrio dos ecossistemas, todos ficam prejudicados. O jogo terminou com uma reflexão sobre os impactos das ações humanas nos ecossistemas e sobre as medidas que podem ser adotadas para minimizar ou anular esses impactos.