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27 Janeiro 2026

Ciclo de Cinema Ambiental: mostrámos que na dicotomia humanidade-natureza é muito mais o que nos une que aquilo que nos separa

Ciclo de Cinema Ambiental: mostrámos que na dicotomia humanidade-natureza é muito mais o que nos une que aquilo que nos separa

Biblioteca Municipal de Miranda do Douro ficou cheia na primeira sessão do Ciclo de Cinema Ambiental Itinerante do projeto Futuros Partilhados. Fotografia Palombar.

O projeto Futuros Partilhados da Palombar – Conservação da Natureza e do Património Rural organizou, em dezembro de 2025, um Ciclo de Cinema Ambiental Itinerante que foi o culminar de meses de construção coletiva, artística e intergeracional, com resultados concretos que permitiram conectar pessoas, natureza e vida selvagem e mostrar que é muito mais o que nos une que aquilo que nos separa; que, juntos, podemos construir um futuro partilhado onde todos coexistem numa relação simbiótica e não hierarquizada.

Durante o Ciclo de Cinema, que decorreu no concelho de Miranda do Douro, na Biblioteca Municipal, e nos lares da Santa Casa da Misericórdia de Miranda do Douro de Duas Igrejas e de Palaçoulo, participaram mais de 90 pessoas e foram projetados filmes de curta-metragem, minidocumentários do “Campo Comum” e lançada a revista “Zona de Contacto”, produções que são fruto de um trabalho coletivo criativo e interdisciplinar que uniu artistas, biólogos, especialistas e gerações em torno das relações dinâmicas vitais entre humanos e natureza.

Filmes e minidocumentários “Campo Comum”: jovens desenvolveram competências na área da produção criativa

Os filmes projetados durante o Ciclo foram selecionados pelos alunos do Agrupamento de Escolas de Miranda do Douro que integraram o projeto, os quais também lançaram os minidocumentários produzidos durante o Campo Comum.


Jovens e idosos têm papel central no projeto Futuros Partilhados. Fotografia Palombar.
 


Projeção de um dos documentários de curta-metragem produzidos pelos alunos. Fotografia Palombar.


O Campo Comum foi organizado pelo projeto entre os dias 23 e 28 de junho de 2025, em Miranda do Douro, e integrou oficinas criativas que dotaram os jovens de competências e ferramentas de produção criativa e reflexivas para capacitar, criar pontes de diálogo e coexistência com o meio natural e as espécies selvagens.

Os jovens tiveram igualmente um papel-chave no Ciclo, ao participar na sua organização, moderação e conversas coletivas.


Helena Barril, presidente da Câmara Municipal de Miranda do Douro, fala sobre a importância do projeto para o concelho. Fotografia Palombar.


Lançada revista “Zona de Contacto”: fusão entre arte, pessoas e natureza


O lançamento da 1.ª edição da revista coletiva “Zona de Contacto”, que estará brevemente disponível para todos, na versão digital, também decorreu durante o Ciclo.

Esta publicação é reflexo da confluência entre as pessoas e o meio, que se encontraram e interagiram numa dinâmica que visou construir e reconstruir futuros onde mais do que um lugar, há vida partilhada entre todos e para todos – humanos e natureza. A revista foi apresentada pelos coordenadores do projeto e pelos jovens que o integraram.


Lançamento da revista coletiva Zona de Contacto. Fotografia Palombar.


Já com a revista em mãos, jovens - que transportam o futuro -, e idosos - guardiões do tempo e do saber -, puderam ler, ver e sentir uma realidade projetada em papel que reflete o meio comum, os mitos, os medos, as histórias, os saberes, o conhecimento e, sobretudo, a desconstrução do que nos desconecta, para erguer e perpetuar o que nos mantém em contacto.


Jovem que integrou o projeto lê um texto da revista Zona de Contacto durante a primeira sessão do Ciclo de Cinema Ambiental Itinerante. Fotografia Palombar.
 


Sessão de cinema num dos lares da Santa Casa da Misericórdia de Miranda do Douro. Fotografia Palombar.


Revista Zona de Contacto conecta gerações à natureza e cria pontes de diálogo que estão na base de um futuro partilhado. Fotografia Palombar.


Idosos lêem a revista Zona de Contacto, que desconstrói mitos sobre várias espécies, como os morcegos. Fotografia Palombar.

Com fase piloto concluída, projeto segue para uma nova etapa

O Ciclo também celebrou o término da fase piloto do projeto, o qual teve aprovação das entidades financiadoras para avançar para uma nova etapa: a de implementação efetiva, que decorrerá até dezembro de 2027. Seguimos juntos nesta zona de contacto e de partilha, a criar, capacitar, reconstruir e construir um futuro comum, onde todos temos um lugar e uma conexão.


Seguimos a criar zonas de contacto. Fotografia Palombar.


Sobre o projeto


O “Futuros Partilhados - Narrativas colaborativas para reimaginar uma convivência multiespécies” é um projeto da Palombar desenvolvido em parceria com a Câmara Municipal de Miranda do Douro, Santa Casa da Misericórdia e Agrupamento de Escolas deste município. Conta com financiamento do programa PARTIS & ART FOR CHANGE da Fundação Calouste Gulbenkian, BPI e Fundação "la Caixa".