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12 Fevereiro 2026

Miúdos pelo Monte: descobrir e criar elos com a natureza, a paisagem e a identidade do Parque Natural do Douro Internacional

Miúdos pelo Monte: descobrir e criar elos com a natureza, a paisagem e a identidade do Parque Natural do Douro Internacional

Sessão de educação ambiental. A prática como ferramenta-chave para criar elos fortes com a natureza. Fotografia Palombar.

A Palombar – Conservação da Natureza e do Património Rural dinamizou, no final de novembro de 2025, várias atividades no âmbito do projeto “Miúdos pelo Monte”, que tem como objetivo principal sensibilizar e envolver as novas gerações na descoberta e valorização da natureza do Parque Natural do Douro Internacional (PNDI), reforçando o sentimento de pertença e o elo com a identidade do território, bem como aumentar o conhecimento sobre a Rede Natura 2000, o principal instrumento de conservação da natureza e da biodiversidade na Europa.

O “Miúdos pelo Monte” é um projeto de educação ambiental promovido pela Comissão de Cogestão do PNDI, da qual a Palombar faz parte enquanto representante das organizações não governamentais de ambiente, e liderado pela Associação de Municípios do Douro Superior, com financiamento do programa NORTE 2030.


Sessões de educação ambiental tiveram componente teórica e prática e envolveram alunos do 4.º ano dos agrupamentos de escolas de Mogadouro, Miranda do Douro e Freixo de Espada à Cinta. Fotografia Palombar.


O poder do toque na compreensão da natureza e sentido de pertença


Enquanto organização convidada responsável pela realização das atividades deste projeto, a Palombar promoveu, entre os dias 20 e 28 de novembro de 2025, várias sessões de educação ambiental nos agrupamentos de escolas de Mogadouro, Miranda do Douro e Freixo de Espada à Cinta, envolvendo um total de 115 alunos do 4.º ano de escolaridade, professores e auxiliares de educação. As sessões foram realizadas pela técnica de Educação Ambiental da Palombar Sara Freire. 


Elementos naturais como folhas, galhos, bolotas e pinhas de espécies nativas foram usados para despertar a curiosidade dos alunos, os sentidos e a compreensão da natureza. Fotografia Palombar.
 

Tocar e descobrir, sentir para melhor aprender. Fotografia Palombar.


As sessões de educação ambiental decorreram em contexto de sala de aula para introduzir as temáticas abordadas, que tiveram como foco as florestas e a biodiversidade associada. Depois da teoria, a prática fez-se com atividades para explorar o território do Parque Natural do Douro Internacional, tocar e descobrir o que nos rodeia, o meio do qual fazemos parte e que nos dá uma identidade única.

As florestas são muito mais do que árvores

Durantes as sessões e as atividades exploratórias, os alunos descobriram que as florestas são muito mais do que árvores: oferecem serviços vitais para todos nós, como purificação do ar, proteção do solo e abrigo para inúmeras espécies. E têm ainda um superpoder especial: ativam a imaginação, fazem-nos sentir melhor, com uma sensação de plenitude e pertença ao meio que também é parte de nós.

Descobriram igualmente que o Parque Natural do Douro Internacional protege e valoriza as florestas, a paisagem e as pessoas que vivem neste território único que queremos conservar porque a ele pertencemos e dele dependemos.


Alunos motivados fizeram muitas perguntas e envolveram-se ativamente. Fotografia Palombar.


Gestão de proximidade, mais participativa, colaborativa e mobilizadora


A Comissão de Cogestão do PNDI foi criada no âmbito do Modelo de Cogestão das áreas protegidas, coordenado pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), com o propósito de promover uma gestão de proximidade, mais participativa, colaborativa e mobilizadora destas áreas.